domingo, 28 de junho de 2009

The Kooks

Semana passada eu acordei com uma vontade absurda de ouvir The Kooks. Sério mesmo, assim que abri os olhos, foi essa a primeira coisa que pensei. Acho que passei a semana toda ouvindo direto.


The Kooks é uma banda de indie rock formada em 2004. Praticamente ontem. O primeiro álbum, Inside In / Inside Out “já vendeu mais de um milhão de cópias e atingiu a terceira marca de platina. Entre as honras e indicações da banda estão Melhor Nova Revelação em 2006 no Q Award e o prêmio de Melhor Revelação Inglesa e Irlandesa em 2006 pela MTV Europe Music Awards e tiveram uma indicação no The BRIT Awards” E, antes que me linchem, devo citar que o nome da banda veio da música do David Bowie, do álbum de 1971, Hunky Dory, intitulada, pasmem!, “Kooks”.


O segundo álbum, Konk, foi lançado agora em 2008. É nele que tem a música Mr. Maker, minha favorita. Cara, ela grudou na minha cabeça por dias e dias. Era direto no refrão:


But oh no, it's alright
Mr. Maker, he'll be fine
It's all right, it's ok
Because of the love he gave away

Oh yeah
Oh yeeeeeeeah


Pois muito bem. O que eles têm de mais? Bom, eu, particularmente, gosto da voz jovem, do som meio cru. Eu chamo de “cru” quando a voz não fica “escondida” pelo som das guitarras ou dos outros instrumentos. Foi essa a primeira coisa que eu notei neles, a ênfase na voz, mas sem perder no ritmo. Tem uma batida tão legal. Afinal, são ingleses.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson

Acabo de saber que o Michael Jackson morreu. Isso é tão surreal. Eu nunca ouvi muitas músicas dele, só mesmo essas que todo mundo já ouviu na vida porque vive tocando e passando na televisão, mas sei lá... O cara era importante, apesar de tudo. Rei do pop e tudo o mais. O tipo de pessoa que a gente tá acostumado a ver passando no jornal e que pensa que vai existir pra sempre. Nessa semana ainda a e. postou lá no blog dela “michael jackson é indiscutivelmente o rei do pop, assim como madonna é rainha. vocês deveriam se orgulhar de viver ao mesmo tempo que essas figuras mitológicas que vão fazer seus netos alucinarem”. E agora tá passando um monte de reportagens nos jornais, sobre a carreira, os julgamentos, a confusão na divulgação da morte, etc.

E, tipo... Ele morreu. Não tirou férias, nem se aposentou ou algo do tipo. Morreu assim, do nada. Ploft. Não dá pra entender essas coisas.
segunda-feira, 22 de junho de 2009

Andrei Machado

[esse post é pro Rôh, que comentou “reclamando” que eu só falo de banda estrangeira xD]


Bom, pra início de conversa, não precisa se preocupar se você nunca ouviu falar nesse cara aí do lado, o Andrei Machado. Ele lançou o primeiro álbum há pouquíssimo tempo, em outubro do ano passado, então não conhecê-lo não significa que você seja desinformado ou algo do tipo.


A descrição mínima da Last.fm é: “Andrei Machado é um compositor auto-didata nascido em Brasília, Distrito Federal. Em outubro de 2008 lançou pelo selo Sinewave seu primeiro álbum, ‘Lacuna’, que em matéria para o site da MTV foi escolhido por Miranda (produtor musical e jurado do programa Astros) como um dos 5 discos de estreia mais bacanas de 2008. Também para o site da MTV Andrei Machado foi citado em matéria como uma das melhores novidades da música brasileira em 2008.”


Pois é... quando eu vi que era brasileiro, confesso que fiquei com um pé atrás. Sabe como é, né... Outra coisa que me desanimou foi ver as tags “instrumental” e “ambient”. Se fosse só instrumental, tudo bem, mas ambient me lembra logo música de elevador, e isso é muito, muito desanimador mesmo. Só que, contrariando todo o meu histórico musical, resolvi ouvir.


E sabe de uma coisa? É muito bom. Nem sei explicar muito bem, mas vou tentar. São músicas bem tranquilas, tocadas no piano. Definitivamente não é bem o que eu gosto, mas elas me conquistaram. Volto a falar da questão da unidade nos álbuns. A primeira coisa que reparei no Lacuna, assim como no Tonight do Franz Ferdinand (tudo a ver, né xD), foi que as músicas eram praticamente uma só.


Eu não saberia dizer qual é a melhor, porque quando ouço, é sempre o álbum todo, direto. Não dá pra perceber quando uma termina e a outra começa. É relaxante, é bom.


O segundo álbum, Étant, já está disponível pra download gratuito na Last.fm . Vai lá, sem medo de ser feliz.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Radiohead

UPDATE: O PROBLEMA NA CAIXA DE COMENTÁRIOS JÁ FOI RESOLVIDO.


Deve fazer uns três anos que ouvi Radiohead pela primeira vez. Foi uma música só, que eu adorei e virou minha preferida por algum tempo: Creep. Aquele tom triste, a voz do Thom Yorke, as guitarras quando eu menos esperava que fossem aparecer... O estranho é que não procurei mais nada deles por um bom tempo. Fiquei só com Creep, até que há pouco mais de um ano eu ouvi o Pablo Honey, que por acaso foi justamente o primeiro álbum deles. E, bom... eu não gostei muito e nem lembro exatamente por quê.


Outro dia, depois disso, estava lendo uma matéria não sei onde que dizia que Paranoid Android era uma das músicas símbolo dos anos 90. Ok, então fui ouvir. Afinal, devia ser boa. Eu sei que deve ter muita gente que discorda, outras tantas que concordam, mas... Paranoid Android é a melhor música do Radiohead.


Acho que foi no momento em que a ouvi que descobri de fato o que era rock experimental. Pelo amor de Deus, o que era aquilo que eu estava ouvindo? Era muuuito bom. Começa calminha, triste, e depois vêm aquelas explosões, os “rasgos” na música – Creep também tem isso -, as distorções, aquela coisa meio eletrônica e o fim... Ah, o fim. Eu sempre fico com vontade de chorar quando ouço uma música muito bonita, e foi o que aconteceu quando ouvi Paranoid Android. Depois dessa eu vi que não dava pra julgar a banda só por Pablo Honey, então fui ouvir Ok Computer.


No surprises, Exit Music (For a film), Karma Police, Lucky, Let down… entre outras. Foi através do que eu descobri de fato Radiohead. Mas, apesar disso, não ouvi a discografia completa deles. Até agora, só Ok ComputerPablo Honey (1993), The Bends (1995), Ok Computer (1997) e Hail To The Chief (2003) [que, por sinal, é muito bom]. Ainda preciso ouvir e descobrir muita coisa.


Por falar em Ok Computer, há um tributo do String Quartet muito incrivelmente bom, o Strung Out on Ok Computer. Qualquer dia falo mais do String Quartet por aqui.

Resumão dos álbuns:


Dá pra acreditar que Pablo Honey passou quase despercebido pela crítica e pelo público? Creep só foi estourar na América depois. Aliás, The Bends também fez mais sucesso nos EUA do que no próprio Reino Unido. Estranho, né?


Mas Ok Computer foi a obra-prima. Considerado um dos melhores álbuns da década de 90, senão o melhor de todos os tempos. Elogiado pela crítica, pelo público... Perfeito. Segundo o Vagalume: “Ok computer soava estranho nas primeiras audições com seus efeitos sonoros, músicas não lineares, letras de difícil compreensão e o clima claustrofóbico.”


Kid A, de 2000, foi um dos primeiros discos a ser baixados em massa pela internet. Ainda do Vagalume: “Quase todos os instrumentos e vozes foram filtrados por efeitos, causando uma sensação de desconforto no ouvinte para dizer o mínimo.”


Amnesicac, de 2001, foi composto pelas músicas que não entraram em Kid A.


Pelo que eu tô vendo aqui, Hail To The Chief, de 2003, “foi tido como um disco menor da banda”, mas eu gostei muito. Tem músicas ótimos, como We Suck Young Blood, Sail To The Moon e I Will (Tenho que fazer um filme só pra pôr essa música nele. Ele é bem curtinha e tem a maior cara de veja-como-a-humanidade-é-desumana. Ótima).


O último álbum lançado foi o In Rainbows, em 2007, pioneiro na distribuição pela internet. O sistema era assim: o disco fica disponível pra download, e você paga o quanto achar que deve pagar. Ou então nem paga. No fim das contas, eles lucraram mais do que se tivessem lançado no mercado cheios de proteção anti-cópias e outros tralálás do tipo.


E pensar que eles só têm uns vinte anos de estrada. Ainda vem muita coisa por aí.

domingo, 14 de junho de 2009

Franz Ferdinand

A primeira música que eu ouvi do Franz Ferdinand foi Michael, se não me engano. Nos tempos em que eu tinha tempo e disposição pra ficar sentada em frente à televisão, esperando passar um clipe legal. E lembro que não gostei da música assim, na primeira vez que ouvi. Até porque, na época eu nem era muito informada sobre música e não fazia a mínima ideia de que aquele cara estranho com uma franja mais estranha ainda era o Alex Kapranos.

Pois muito bem. Algum tempo depois ouvi Take Me Out. Dessa sim, eu gostei. Passava FF o tempo todo na televisão, afinal, era o novo hit do momento. Foi assim que eu conheci algumas das músicas do primeiro álbum (Franz Ferdinand, 2004), inclusive The Dark Of The Matinée, minha preferida. Depois os clipes do segundo álbum (You Could Have It So Much Better, 2005) começaram a passar também. Mas fora esses singles que todo mundo já ouviu uma vez na vida, eu nunca tinha ouvido o disco todo.

Só fiz isso no ano passado, quando ouvi de uma vez só os dois álbuns. Achei o primeiro bem estranho, confesso. Quando a gente se acostuma a um som “estável”, que dá pra ser definido, é estranho ouvir algo mais experimental. E de repente me descobri gostando daquilo.

Não é difícil gostar de Franz Ferdinand. Não mesmo. Ele agrada boa parte dos gostos. Por exemplo, se você gosta de uma coisa mais calminha, tem. Se quer uma batida meio punk, tem também. Se quer uma sonoridade estranha e sintética, tem sim. FF tem um som meio psicodélico, uma coisa que te faz bater o pé mesmo que não queira. Um bom exemplo disso é Michael, que eu não gostava e hoje adoro.

Eu tava olhando aqui as categorias em que eles se encaixam e tem art rock, indie rock, post-punk e alternative rock. Nenhuma está errada, mas talvez a mais abrangente seja alternative. Acho que eles já se libertaram do indie.

Há umas duas semanas li na Rolling Stone uma entrevista com os integrantes do Franz Ferdinand. Lá eles diziam que queriam “fugir das guitarras indie”, que tinham feito um som diferente no novo álbum e tudo o mais... Depois de ler isso, fiquei com um pouco de medo de ouvir o álbum novo (Tonight: Franz Ferdinand, 2009) e me decepcionar.

Ouvi anteontem e estou ouvindo agora de novo. Quando a primeira faixa, Ulysses, começou a tocar, eu estranhei de cara. Bom, acho que de tanto achar que seria ruim, eu já tava procurando qualquer defeito pra reclamar. Ouvi armada até os dentes pra poder criticar depois, mas sabe de uma coisa? Eu gostei. Gostei muito.

Eles fugiram mesmo das guitarras. O som está mais sintético, mais alternativo do que indie. Um bom exemplo é Lucid Dreams. Uma música de quase oito minutos onde boa parte é composta por sintetizadores e bateria? Não parece mais indie. É um som experimental, mais eletrônico.

Ouvir uma música desse álbum isoladamente causa mesmo uma estranheza. Você pode até pensar que é meio pop. Mas ouvindo todas, na sequência, dá pra perceber a unidade que elas formam. Gosto de discos assim: que você ouve e não percebe que uma música passou pra outra. Quando todas elas são como uma só. Não no sentido de que todas sejam muito parecidas umas com as outras, mas sim quando você percebe que todas elas pertencem a um conjunto. Contam uma história.

Uma das primeiras coisas que percebi enquanto ouvia esse álbum foi que ainda dava pra reconhecer o Franz Ferdinand de sempre. Mudança boa é essa, quando se arrisca novos sons sem perder a identidade.

 

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