quinta-feira, 26 de julho de 2012

Lauren Ambrose


Essa linda aí do lado é a Lauren Ambrose (mais conhecida como a Claire de Six Feet Under) que, não satisfeita em ser ótima atriz, achou de bom tom também ser ótima cantora. Nessa vibe também temos o John Barrowman, mas não dá pra comparar. Primeira vez que ouvi a Lauren cantando quase caiu uma lagriminha, porque olha.

Mas acontece que, aparentemente, ela não canta profissionalmente. Tudo que eu consegui encontrar foram vídeos no youtube dela cantando com a banda Leisure Class (que é outra que também tem pouquíssima informação sobre) e pronto, cabô. Nada no last.fm, nada na wikipedia, nada no pirate bay. A existência de Lauren Ambrose como cantora se resume ao youtube, então fica aí o apelo pra alguma boa alma que eventualmente encontrar mais material.


O gênero é, ao que parece, jazz. Mas eu gosto de chamar de cabaret. Eu nem sei mais o que dizer, apenas ouçam, seriously. O final de Hey Brother, Can You Spare a Dime (vídeo abaixo) tá ecoando na minha cabeça até hoje. Ouçam, baixem o áudio do youtube, espalhem a palavra, etc.



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vanguart - Boa parte de mim vai embora

Eu chamo Vanguart carinhosamente de lamúria core. Como eu disse num passado distante, a primeira coisa que me chamou a atenção neles foi a voz do Hélio Flanders, que é bem arrastada. Tava aqui ouvindo de novo o Vanguart (2007) pra poder escrever sobre o outro e quase tinha me esquecido de como ele é bom.

Então. Eu gostei muito do Boa parte de mim vai embora (2011), que é bem mais lamuriento do que o Vanguart. Não vou usar o Noon Moon pra comparar também porque motivos. Entre as novidades também estão mais músicas com o Reginaldo Lincoln (baixista) no vocal e uma integrante nova no violino, Fernanda Kostchak.

Vanguart e Mombojó são minhas bandas brasileiras preferidas no momento. E, bom, junta Los Hermanos nisso aí porque quem é rei nunca perde a majestade.

onde achar: aqui
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Feliz dia do rock  ♥

Ontem estava passando alguma coisa no jornal sobre os cinquenta anos dos Rolling Stones e passou um trecho do show deles. Eu não sou uma grande fã de Rolling Stones porque conheço poucas músicas (bom, eu gosto das que conheço) e tudo que sei sobre eles vêm de biografias dos Beatles (q), mas tinha alguma coisa tão tocante naquele show que não precisa ser fã de uma banda específica pra entender. É que eles pareciam tão certos, sabe? Você pode imaginar um grupo de pessoas fazendo o que ama por cinquenta anos? Pois é.
terça-feira, 8 de maio de 2012

Belle and Sebastian - Write About Love

Write About Love (2010) é um daqueles poucos álbuns que você (no caso, eu) dá cinco estrelinhas pra todas as músicas. Ainda na vibe de ouvir as novidades de bandas que eu gosto - e nota-se que, erm, um pouco atrasada, porque esse álbum é de 2010 -, comecei a ouvir o WAL com aquele pezinho atrás clássico de quem não vê coisa nova há muito tempo e tem medo do que vem pela frente. Mas, olha, eu gostei tanto dele que por muito pouco não está ali pau a pau com a minha gritante preferência pelo Dear Catastrophe Waitress. Não posso deixar, claro, de me derreter pelas vozes deles e de desejar ardentemente que a Norah Jones cante mais vezes com B&S. Confesso que eu nunca tinha feito um esforcinho pra conhecer melhor a moça, mas depois Little Lou, Ugly Jack, Prophet John - que se deixar eu ouço fácil fácil umas cinco vezes seguidas - não quero nem mesmo imaginar alguma combinação de vozes melhor do que Stuart Murdoch feat. Norah Jones.

Depois de terminada essa fase de ouvir as atualizações, quem sabe eu não volto a ouvir bandas que não conhecia, não é mesmo? Sinto falta disso. 

Na próxima, provavelmente falarei de Vanguart.

Ouvindo agora, não aceito um não como resposta: Calculating Bimbo, Write about love (feat. Carey Mulligan)
~Adquira: aqui


sexta-feira, 20 de abril de 2012

The Killers

A época em que Somebody Told Me passava de instante em instante na tv foi mais ou menos a mesma em que descobri Franz Ferdinand e outros derivados do que então se chamava de indie rock. Lá pelos idos de 2004 encontrar e baixar música ainda era uma dificuldade (internet discada quem curte), então o jeito era ver os clipes - e parece que não me sobrou muita coisa desse tempo, porque hoje em dia eu morro de preguiça do youtube.

Daí que outro dia, com uns bons oito anos de atraso, eu resolvi ouvir o Hot Fuss (2004) todo. Nas primeiras três músicas eu pensei: "ah, bem, nem era grande coisa mesmo". Chegou Somebody Told Me, que pelo menos sempre foi simpática, e daí em diante o negócio começou a me pegar. O resultado foi que eu gostei, senti uma vibe do anos oitenta e mais alguma coisa que não sei definir porque enferrujei na prática de referências musicais :(

Ainda não ouvi os outros álbuns, mas tava lendo aqui que Sam's Town foi considerado ~um dos melhores álbuns dos últimos vinte anos. Bem, vamos ver.

Pra baixar: aqui 

P.S.: eu sempre achei que o Brandon Flowers era parecido com alguém, hoje me dei conta de que é com o Daniel Brühl. Um pouquinho, vai.
P.S.S.: porra, eu jurava que eles eram britânicos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Rox

Créditos do post e dos links todos pra Ferfa ♥

Quando decidi que valia a pena gastar uns dinheiros pra ver os shows do Bruno Mars e Florence + The Machine (no Summer Soul, ingressos podem ser adquiridos aqui), fui atrás das outras pessoas que vão tocar no festival. Acabei descobrindo a Rox, uma moça inglesa de 21 anos. Ela tem por enquanto um álbum lançado, Memoirs, de 2010. Com um estilo soul e R&B, naquela pegada das queridas da Adele e da Amy (meu conhecimento musical é limitado, logo as referências também, hahaha), mas com músicas muito mais leves.

A voz dela é linda, as músicas são gostosas e fáceis de ouvir. Me apaixonei na hora.

Acho que não vende CDs dela aqui no Brasil, mas um link para baixar Memoirs (está faltando a faixa 10, que foi pro limbo). Minha música preferida é I Don't Believe, animadinha e dançante. ♥ E o site oficial dessa linda.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011

DeVotchKa - 100 Lovers

Esses dias eu tava atrás de coisas pra ouvir e descobri que um monte de bandas que eu gosto está de álbum novo. Pois bem, avalie aí o quão atrasada eu estou. Mas hoje meus olhos brilharam de emoção quando vi que DeVotchKa também lançou um esse ano.

Tô ouvindo o 100 Lovers agora. É diferente, sim. Mas o que me preocupa quando uma banda fica um pouco diferente é uma coisa só: se eles ainda são os mesmos. E logo na primeira faixa (The Alley) eu reconheci DeVotchKa ali, inteirinho, então tá tudo bem.

Não sei dizer exatamente o que tá diferente nesse. Talvez esteja um pouco mais... animado. Se bem que animado não é bem a palavra. Acho que os outros é que eram mais doloridos.

É, essa é a palavra. Dolorido.

Hoje eu li uma review em que o cara dizia que DeVotchKa parece um pouco com Gogol Bordello. Sabe que ele até que tem razão?


Ouçam, ouçam: Sunshine, Bad Luck Heels

sábado, 23 de julho de 2011

You should be stronger than me



Hoje eu levei um susto quando liguei a televisão e estava passando a notícia da morte da Amy. Aos vinte e sete anos, como tantos outros.

Tem uma coisa que sempre me deixa enjoada quando algum artista como a Amy morre. Por "como a Amy" eu quero dizer "com a vida que ela teve". Essa coisa são os comentários que as pessoas fazem de que ela merecia era morrer mesmo, que já vai tarde, e mais uma série de piadas. Isso me deixa tão triste. Amy não era a minha cantora preferida, não era uma pessoa que eu conhecesse pessoalmente, mas isso não me dá direito nenhum de fazer pouco da vida - e da morte - dela ou de qualquer outra pessoa. Aliás, em nenhuma condição alguém teria direito de fazer isso com alguma pessoa. Porque não é justo, nunca é. Vejo tanta gente se achando superior e bom exemplo ao fazer esses comentários, como se realmente nunca tivessem feito nada de errado na vida e tivessem sido colocados na Terra pra apontar o dedo e dizer "Viu só? É isso que acontece. Bem feito."

Eu sei que artistas sempre acabam sendo, de um jeito ou de outro, um exemplo. E isso é sempre perigoso, porque, bom, estamos falando de humanos. Como bem disse um amigo no facebook, Amy era uma cantora, não uma representante da ONU. Se eu me acho no direito de questionar a vida de uma pessoa que deveria ser um "bom exemplo", então por que também não questionar quem segue esse exemplo? Eu sempre vejo pessoas falando que ela não deveria ter feito isso e aquilo porque as pessoas tomam os artistas como exemplo, mas será que ninguém nunca pára pra pensar que as pessoas também precisam de um mínimo de bom senso pra saber o que fazer ou não?

Eu não acho que foi bem feito, não acho que ela vai tarde, e não acho nem um pouco engraçado. Eu fico pensando nessas pessoas que falam essas coisas e imagino o que elas diriam se fosse, por exemplo, um irmão delas. Bom, se fosse, a lógica infalível de que "ele procurou por isso, então bem feito" certamente iria falhar. Tenho minhas dúvidas se iam dizer as mesmas coisas. "Ah, mas não faz sentido comparar uma pessoa da família com uma artista que você nunca viu mais gorda". Pra mim faz. São pessoas do mesmo jeito, e morrem do mesmo jeito. 

Mas é isso. Vou me limitar a ficar triste pela Amy, ficar mais triste ainda pelos comentários e escrever isso aqui. É tudo que eu posso fazer.
 

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