sexta-feira, 10 de julho de 2009

Selo!

A Larissa me indicou esse selo lindo e maravilhoso que eu já estava babando há um tempão. Milhões de agradecimentos a ela! Vou aproveitar as respostas pra falar um pouco de algumas músicas, ou seja, o post vai ser grande! Enjoy.

O Playlist é uma campanha feita àquelas pessoas que vivem com trilha sonora. Porque boa vida, assim como um bom filme, tem trilha sonora! Enfim, é pra quem gosta de música! O objetivo é relaxar = gozar a vida com muito prazer! Para participar é fácil. Copie o selo, publique em seu blog e compartilhe seus gostos musicais, indicando:

01. A primeira música que lhe veio na cabeça agora!

I Want To Sing – Regina Spektor

É incrível o que essa mulher pode fazer “apenas” com a voz e um piano. E no caso dessa música, é só a voz mesmo.

02. 1 Música pra curtir com a paquera/namorado(rido/a)/amante/amigos com benefícios...

Michael – Franz Ferdinand

Contagiante, sexy e psicodélica como só o Franz pode ser. [momento fã]

03. 1 Música muito romântica (o que se pode dizer de: "seu tema de amor");


Something – The Beatles


No meio do mar de composições absurdamente incríveis de Lennon & McCartney, o George apareceu com essa maravilha. Um hino ao amor, realmente.


04. 1 Música pra tirar a roupa = striptease;



Never There - Cake


05. 1 Música para uma boa transa (a transa pode até ser ruim, mas a música ótima);

Come Together – The Beatles

À primeira vista pode parecer uma escolha um pouco estranha, mas é sério.

06. 1 Música "I WILL SURVIVE" = hino gay!

Love Today - Mika

07. 1 Música que saiu do lixo / ou pra jogar no lixão;

Concordo com a Larissa:

No meu Crossfox - Stefhany

08. 1 Música que você ama, mas o DJ insiste em não tocar na balada;

Bathroom Gurgle – Late Of The Pier

09. 1 Música da hora (música que está na moda e vc adora!);

Billie Jean – Michael Jackson

Dá pra pensar em outra pessoa quando se fala em música da hora?

10. A música que você mais gosta em todo o mundo!



Me matou agora. Seria mais fácil me perguntar a música que eu mais gosto de cada banda ou artista que conheço. Vou me dar o direito de fazer como a Larissa, que fez um Top 10, mas vou fazer um internacional e um nacional:



Top 10 - Internacional


Eleanor Rigby – The Beatles

Um clássico. Se Something é um hino ao amor, Eleanor Rigby é pra solidão.


The Enemy Guns – DeVotchKa

Conheci a banda há pouco tempo, mas logo foi promovida a uma das minhas preferidas. Essa música é muito linda, dramática do jeito que eu gosto.


Elephant Gun – Beirut

Ouvi pela primeira vez na série Capitu, que passava na Globo. Toda vez que ouço o início dessa música eu penso “putz, como ela bonita”.


The Man Who Sold The World – David Bowie

Perfeita. Tanto a original quanto o cover feito pelo Nirvana no Unplugged, mas prefiro o cover. Porque, sei lá, a música fica mais “rasgada”. Eu gosto é de um drama mesmo.


Paranoid Android - Radiohead

Vide post sobre Radiohead.


Never There – Cake

Ouvi há muuuito tempo atrás, no rádio, e nem sabia quem cantava. Foi por essa música que, tempos depois, fui descobrir mais de Cake e seu baixo inconfundível.


Since I’ve Been Loving You – Led Zeppelin

Voz, guitarras, refrão… Um primor. Pra mim, supera Stairway to heaven no som.


The News About William - Calexico

Curtinha e dramática, com uma voz sussurante maravilhosa.


Love, Hate, Love – Alice In Chains

Não conheço muito de Alice In Chains, só ouvi o Greatest Hits, mas essa música (que, sabe-se lá porque, não está no Greatest Hits) é incrível.


My Sweet Lord – George Harrison

Uma das primeiras músicas relacionadas a Beatles que eu conheci. George Harrison provando sua genialidade mais uma vez.




Top 10 – Nacional


Terra de Gigantes – Engenheiros do Hawaii

Ouvi essa música pela primeira vez na voz do meu professor de História, na sétima ou oitava série, nem lembro qual foi ao certo. Me apaixonei pela letra.


Último Romance – Los Hermanos

Dispensa comentários, não? Los Hermanos, geração anos noventa... Perfeita.


Blues do Iniciante – Cazuza

Letra, letra, letra…!


Vento no Litoral – Legião Urbana

Muuuuito triste, perfeita pra curtir uma fossa (que triste).


Índios – Legião Urbana

Letra!


Esquadros – Adriana Calcanhotto

Essa música é linda de todo jeito, mas fica mais ainda quando Los Hermanos a cantam. Principalmente quando chega a parte “Meu amor, cadê você? Eu acordei, não tem ninguém ao lado”


Preciso dizer que te amo – Cazuza

Se encaixa perfeitamente na maioria das histórias de amor.


O segundo sol – Cássia Eller

Inconfundível. Coisa mais linda de se ouvir no Acústico MTV.


Maluco Beleza – Raul Seixas

Mais uma que tem um cover incrível, do Caetano Veloso.


Na rua, na chuva, na fazenda – Kid Abelha

Muito fofa.


Quanto a indicações, fica o seguinte: Gostou do selo? Olhou pra ele e rolou uma química? Então leva e be happy!



Até mais.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Gogol Bordello

É difícil falar em originalidade nua e crua hoje em dia, afinal, como eu disse no primeiro post deste blog, se tem uma coisa que sempre se reinventa, é a música. Uma influência daqui, outra d’acolá, uma pitada disso, outra daquilo... Tudo se mistura. TUDO.


Agora vamos falar um pouco de punk. Quando o assunto é esse, eu lembro imediatamente de Sex Pistols, The Clash e Ramones. E ciganos? Beirut, DeVotchKa e A Hawk And A Hacksaw [que acabei de conhecer]. Muito bem, agora é só juntar tudo isso e temos Gogol Bordello.


Calma, eu explico.


Gogol Bordello é uma banda de punk cigano [isso mesmo, você não leu errado] formada em Nova Iorque, em 1999. Seus integrantes são, na maioria, imigrantes da Europa Oriental.


Conheci a banda através do filme Uma Vida Iluminada [muito bom, por sinal]. Um dos protagonistas, ao lado de Elijah Wood, é o próprio vocalista do Gogol, Eugene Hütz. Eu não sabia que ele era cantor e também não o conhecia como ator, mas fui com a cara dele. Afinal, como eu disse, o filme é muito bom. E uma coisa que também me chamou atenção foi a trilha sonora.


Alguns dias depois, eu li a crítica do filme, porque eu tinha isso de só ler depois de assistir. Hoje nem tanto. Enfim... Na crítica, era citada o nome da banda do Eugene Hütz e eu gravei aquele nome na memória [não sei como, porque minha memória é um desastre]. Daí, muito tempo depois, eu ouvi uma música, e mais outra, e quando vi já tinha baixado o álbum Multi Kontra Culti vs. Irony (2002).


Eles não inventaram o punk, nem a música cigana, mas não venha me dizer que juntar os dois e transformar essa mistura numa coisa maravilhosa não é original. É sim, e muito. É estranho? É, e muito. E olha que eu já ouvi muita coisa estranha na vida.


Uma das coisas mais bonitas de se ouvir e que é muito presente no folk americano influenciado pela música cigana e pelo som do leste europeu é a dupla acordeom & violino. Uma banda que eu poderia citar como ligeiramente parecida com Gogol seria DeVotchKa, e, claro, ainda são estilos bem diferentes. É engraçado como esse som do leste europeu tem feito tantos “filhos” nos Estados Unidos.


Gogol Bordello tem o som pesado do punk, tem guitarras, tem bateria, tem performances teatrais malucas, tem os acordeons, os violinos, a melancolia na voz, o sotaque fortíssimo do Eugene Hütz que é uma maravilha [experimenta ouvir esse cara dizendo Let’s Get Radical!], e ainda consegue ser engraçado ao misturar isso tudo.


Pra vocês verem a diversidade cultural presente na banda, os integrantes:


Eugene Hütz (voz, violão, percussão) – Ucrânia

Sergey Ryabtsev (violino, vocal de apoio) – Rússia

Yuri Lemeshev (acordeom, vocal de apoio) – Rússia

Oren Kaplan (guitarra, vocal de apoio) – Israel

Thomas Gobena (baixo , vocal de apoio) – Etiópia ( !! )

Eliot Ferguson (bateria, vocal de apoio) – Estados Unidos

Panela Jintana Racine (percussão, vocal de apoio, dança, performance geral) – Tailândia/EUA ( !! )

Elizabeth Sun (percussão, vocal de apoio, dança, performance geral) – China/Escócia ( !! )

Pedro Erazo (percussão, MC) – Equador

Stevhen Iancu (acordeom) – Japão/Romênia ( !! )


Original, cigano, bizarro, sem deixar de ser rock.

sábado, 4 de julho de 2009

Mika

Acho que esse post é mais pra falar de como eu consigo me assustar comigo mesma do que pra falar do Mika em si.


Se, há algum tempo atrás, alguém me dissesse que eu ouviria pop com a freqüência que estou ouvindo agora, eu não acreditaria. Tudo começou com o novo cd do Franz. Aquelas batidas mais eletrônicas me conquistaram. Então ouvi La Patère Rose, uma banda francesa muito louca de electro indie, e gostei também. Até aí tudo bem.


Só que, um dia desses, na minha visita diária ao lado e., encontrei Late Of The Pier. Era electronic. Olhei torto, pensei em não ouvir, mas depois decidi arriscar. Não custava nada, né?


Sabe, quando eu ouço uma banda nova e gosto, fico ouvindo por mais ou menos uma semana sem parar. Foi assim com The Kooks, Starsailor, DeVotchKa [aqui o caso foi mais grave, passei bem um mês ou mais], Cat Power, Belle and Sebastian, Beirut e, entre muitos outros, com Late Of The Pier.


Já que o post não é pra eles, me limito apenas a dizer que gostei muito mesmo.


Então, anteontem, vasculhando umas músicas que eu já não ouvia há muito tempo, encontrei Grace Kelly, do Mika.


Minha história com o Mika é a seguinte:


Há uns dois ou três anos, essa música, se não me engano, tocava em uma novela. E, claro, o que toca em novela, toca exaustivamente no rádio. E eu ouvia muito rádio. Sabe como é, nas grandes rádios, tipo Mix e Jovem Pan, praticamente só toca pop. E com pop eu sempre fui assim: ouvia uma ou outra, gostava e ficava por isso mesmo.


E eu gostava de Grace Kelly. Depois começou a tocar mais o outro single, Relax (Take It Easy). Tudo bem. Também era legal. Mas só agora, nessa minha onda de ouvir coisas que nunca ouviria antes, é que tenho percebido que pode ser mais do que uma música legal que toca no rádio de vez em quando.


Mika nasceu em Beirute, no Líbano, filho de mãe libanesa e pai americano. Viveu na França até os nove anos, depois se mudou para Londres, onde vive atualmente. Quando eu li na Last.fm que há quem considere sua voz parecida com a o Freddie Mercury eu imediatamente torci o nariz. Como assim parecida com a do Freddie? Impossível. Mas então eu fui ouvir melhor e em uma passagem quase no final de Grace Kelly até que dá pra lembrar um pouco durante uns cinco segundos. Mas é só.


Gosto do estilo glam. O falsete, as roupas, o jeito de dançar. Adoro. Além do que, ouvir algo mais dançante às vezes é ótimo. Animador.


Enfim, Mika lançou apenas um álbum, o Life In Cartoon Motion (2006). Recomendo, porque é sempre bom abrir a mente e ouvir de tudo um pouco. Afinal, se eu tô ouvindo pop, tudo é possível.

 

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