sexta-feira, 17 de maio de 2013

Capitão Eu e os Piratas Vingativos

(er, primeiro. Oi, meu nome é Morgana. Eu sou de Fortaleza, mas tô morando em snif snif Brasília snif snif. Vou começar a colaborar com a Kamila no blog e etc e... eu não sei me apresentar. Bem, é isso. "Oooooi, Morgana", vocês dizem)

Então, música nacional. Já tem um tempinho que a gente parou de subdividir o Brasil em funk/axé/sertanejo/pagode x gente que já morreu/Chico Buarque/Caetano Veloso/mulheres lésbicas. A Kamila já falou sobre o Vanguart - que estava fazendo um show na campanha de #homofobinão da MTV, o que só torna a banda mais legal - e agora eu resolvi falar de algo da nossa tão estimada e quente terra, Dorne. Ah, pera, Ceará.

Capitão Eu é uma banda formada no final de 2012 e está me causando um leve vício. A batida e o estilo me parece bastante com o que está surgindo no Brasil ultimamente - ou seja, com nada específico e com tudo, misturando um pouco de indie e rock e instrumentos aleatórios como sanfonas (não que haja ainda uma sanfona na banda). A banda tem poucas músicas até agora, mas: todas têm melodias bem distintas e memoráveis (ou seja, nada do enjoo de ouvir um cd de estúdio de Legião Urbana. Que eu amo, mãs), as letras são bem interessantes e a voz é muito gostosinha de se ouvir pela manhã, chegando na faculdade (uma dica).

E como é uma banda de Fortaleza das atualidade e etc, conseguimos uma entrevista com o vocalista Matheus Vale. Olha só, que dinâmico e divertido. Vamos lá.

1. Como a banda nasceu? 
A banda surgiu, depois que o baterista (Matheus Brasil) e o baixista (Felipe Barbosa) me viram tocando violão em uma festa, uma música minha. Eles queriam formar um banda e precisavam de vocalista, acabei tendo que me tornar guitarrista também e pouco tempo depois chamei o Luan, com o qual eu já havia tocado, para tocar a outra guitarra.

2. Quais as influências musicais?
As influências são muito diversas, eu adoro Beatles, Cidadão Instigado, Cage the Elephant, Arctic Monkeys, Mombojó e escuto pra caramba as bandas daqui do Ceará, tipo Selvagens, It Girl, Astronauta Marinho. O Luan Já curte mais Oasis, o Matheus Brasil escuta, geralmente, coisas mais pesadinhas. E o Felipe é bem eclético. Acho que é importante a banda ter muita influência, diversifica o som de uma maneira legal.

3. De onde vem a inspiração das composições?
Acho que as composições surgem da necessidade de expressar situações ou sentimentos, essa é a nossa maneira de fazer isso. Algumas músicas expressam a inquietação com a situação da nossa cidade (tipo Dívidas), outras choram a saudade de um amor antigo (tipo Eu Queria Falar Pernambucano), mas no geral a ideia é botar pra fora mesmo.

4. O que você acham das bandas nacionais da atualidade?
Eu acho que a música nacional atualmente é de um nível altíssimo, o problema são as pessoas que não perceberam isso ainda. A gente não tem mais que buscar muito longe música boa para ouvir, Falando mais especificamente em Fortaleza, se você bater hoje na porta de qualquer estúdio você encontra uma banda de um nível legal tocando. Depois que os Selvagens apareceram, as pessoas perceberam "Ei, aquela minha música da gaveta pode ficar legal, e tem gente querendo ouvir" e isso é muito bom.

baixar: aqui
escutar: Achadas e perdidas, minha favorita e Dívidas

Voltamos depois com mais música cearense hahaha
segunda-feira, 15 de abril de 2013

Um pouco de nostalgia + o dia em que descobri o 8tracks

Era uma vez o meu computador. Eu guardava todas as minhas músicas lá, catalogadas em uma quantidade indecente de pastas e subpastas. Quando o computador começou a dar problema, gravei o que pude em dvds. Tempos depois, com o estoque consideravelmente maior, ele deu problema de novo e coloquei o que havia de novo no laptop, que eu tinha acabado de comprar. O desktop voltou, felizmente, com todo o conteúdo do hd no seu devido lugar. E essa é a história de como tem muito menos música no meu laptop do que no desktop. Fim.

Agora, essa é a história de como eu não ouço muita música no computador porque passo a maior parte do tempo útil nele assistindo séries. E uso mais o laptop do que o outro. Por isso que ontem aconteceu um evento extraordinário: eu sentei lá no desktop e fui fuçar a minha coleção original de músicas, com o objetivo de trocar algumas das coisas que haviam no meu mp4 - que por sinal está num estado deplorável de conservação envolvendo durex.

Eu divido as músicas em quatro pastas principais - Internacional, Nacional, Outros e Soundtracks. Outros são as músicas avulsas, aquelas cujos cantores/bandas eu não tenho um álbum completo ou pelo menos mais de cinco músicas. Foi lá que encontrei algumas pérolas há muito esquecidas, substituídas injustamente pelo repeat eterno do mp4. Encontrei até mesmo na obscura subpasta Recebidas, contendo as músicas que eu recebi pelo msn. Enfim, eu só queria mesmo dizer que fiz uma playlist com elas - e isso também é um evento raro porque escolher músicas que se dão bem umas com as outras não é um dos meus talentos. Juntei com algumas de outras pastas e voilà. A imagem do sol é facilmente explicada por esse post aqui.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Lauren Ambrose


Essa linda aí do lado é a Lauren Ambrose (mais conhecida como a Claire de Six Feet Under) que, não satisfeita em ser ótima atriz, achou de bom tom também ser ótima cantora. Nessa vibe também temos o John Barrowman, mas não dá pra comparar. Primeira vez que ouvi a Lauren cantando quase caiu uma lagriminha, porque olha.

Mas acontece que, aparentemente, ela não canta profissionalmente. Tudo que eu consegui encontrar foram vídeos no youtube dela cantando com a banda Leisure Class (que é outra que também tem pouquíssima informação sobre) e pronto, cabô. Nada no last.fm, nada na wikipedia, nada no pirate bay. A existência de Lauren Ambrose como cantora se resume ao youtube, então fica aí o apelo pra alguma boa alma que eventualmente encontrar mais material.


O gênero é, ao que parece, jazz. Mas eu gosto de chamar de cabaret. Eu nem sei mais o que dizer, apenas ouçam, seriously. O final de Hey Brother, Can You Spare a Dime (vídeo abaixo) tá ecoando na minha cabeça até hoje. Ouçam, baixem o áudio do youtube, espalhem a palavra, etc.



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vanguart - Boa parte de mim vai embora

Eu chamo Vanguart carinhosamente de lamúria core. Como eu disse num passado distante, a primeira coisa que me chamou a atenção neles foi a voz do Hélio Flanders, que é bem arrastada. Tava aqui ouvindo de novo o Vanguart (2007) pra poder escrever sobre o outro e quase tinha me esquecido de como ele é bom.

Então. Eu gostei muito do Boa parte de mim vai embora (2011), que é bem mais lamuriento do que o Vanguart. Não vou usar o Noon Moon pra comparar também porque motivos. Entre as novidades também estão mais músicas com o Reginaldo Lincoln (baixista) no vocal e uma integrante nova no violino, Fernanda Kostchak.

Vanguart e Mombojó são minhas bandas brasileiras preferidas no momento. E, bom, junta Los Hermanos nisso aí porque quem é rei nunca perde a majestade.

onde achar: aqui
*

Feliz dia do rock  

Ontem estava passando alguma coisa no jornal sobre os cinquenta anos dos Rolling Stones e passou um trecho do show deles. Eu não sou uma grande fã de Rolling Stones porque conheço poucas músicas (bom, eu gosto das que conheço) e tudo que sei sobre eles vêm de biografias dos Beatles (q), mas tinha alguma coisa tão tocante naquele show que não precisa ser fã de uma banda específica pra entender. É que eles pareciam tão certos, sabe? Você pode imaginar um grupo de pessoas fazendo o que ama por cinquenta anos? Pois é.
terça-feira, 8 de maio de 2012

Belle and Sebastian - Write About Love

Write About Love (2010) é um daqueles poucos álbuns que você (no caso, eu) dá cinco estrelinhas pra todas as músicas. Ainda na vibe de ouvir as novidades de bandas que eu gosto - e nota-se que, erm, um pouco atrasada, porque esse álbum é de 2010 -, comecei a ouvir o WAL com aquele pezinho atrás clássico de quem não vê coisa nova há muito tempo e tem medo do que vem pela frente. Mas, olha, eu gostei tanto dele que por muito pouco não está ali pau a pau com a minha gritante preferência pelo Dear Catastrophe Waitress. Não posso deixar, claro, de me derreter pelas vozes deles e de desejar ardentemente que a Norah Jones cante mais vezes com B&S. Confesso que eu nunca tinha feito um esforcinho pra conhecer melhor a moça, mas depois Little Lou, Ugly Jack, Prophet John - que se deixar eu ouço fácil fácil umas cinco vezes seguidas - não quero nem mesmo imaginar alguma combinação de vozes melhor do que Stuart Murdoch feat. Norah Jones.

Depois de terminada essa fase de ouvir as atualizações, quem sabe eu não volto a ouvir bandas que não conhecia, não é mesmo? Sinto falta disso. 

Na próxima, provavelmente falarei de Vanguart.

Ouvindo agora, não aceito um não como resposta: Calculating Bimbo, Write about love (feat. Carey Mulligan)
~Adquira: aqui


sexta-feira, 20 de abril de 2012

The Killers

A época em que Somebody Told Me passava de instante em instante na tv foi mais ou menos a mesma em que descobri Franz Ferdinand e outros derivados do que então se chamava de indie rock. Lá pelos idos de 2004 encontrar e baixar música ainda era uma dificuldade (internet discada quem curte), então o jeito era ver os clipes - e parece que não me sobrou muita coisa desse tempo, porque hoje em dia eu morro de preguiça do youtube.

Daí que outro dia, com uns bons oito anos de atraso, eu resolvi ouvir o Hot Fuss (2004) todo. Nas primeiras três músicas eu pensei: "ah, bem, nem era grande coisa mesmo". Chegou Somebody Told Me, que pelo menos sempre foi simpática, e daí em diante o negócio começou a me pegar. O resultado foi que eu gostei, senti uma vibe do anos oitenta e mais alguma coisa que não sei definir porque enferrujei na prática de referências musicais :(

Ainda não ouvi os outros álbuns, mas tava lendo aqui que Sam's Town foi considerado ~um dos melhores álbuns dos últimos vinte anos. Bem, vamos ver.

Pra baixar: aqui 

P.S.: eu sempre achei que o Brandon Flowers era parecido com alguém, hoje me dei conta de que é com o Daniel Brühl. Um pouquinho, vai.
P.S.S.: porra, eu jurava que eles eram britânicos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Rox

Créditos do post e dos links todos pra Ferfa 

Quando decidi que valia a pena gastar uns dinheiros pra ver os shows do Bruno Mars e Florence + The Machine (no Summer Soul, ingressos podem ser adquiridos aqui), fui atrás das outras pessoas que vão tocar no festival. Acabei descobrindo a Rox, uma moça inglesa de 21 anos. Ela tem por enquanto um álbum lançado, Memoirs, de 2010. Com um estilo soul e R&B, naquela pegada das queridas da Adele e da Amy (meu conhecimento musical é limitado, logo as referências também, hahaha), mas com músicas muito mais leves.

A voz dela é linda, as músicas são gostosas e fáceis de ouvir. Me apaixonei na hora.

Acho que não vende CDs dela aqui no Brasil, mas um link para baixar Memoirs (está faltando a faixa 10, que foi pro limbo). Minha música preferida é I Don't Believe, animadinha e dançante. ♥ E o site oficial dessa linda.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011

DeVotchKa - 100 Lovers

Esses dias eu tava atrás de coisas pra ouvir e descobri que um monte de bandas que eu gosto está de álbum novo. Pois bem, avalie aí o quão atrasada eu estou. Mas hoje meus olhos brilharam de emoção quando vi que DeVotchKa também lançou um esse ano.

Tô ouvindo o 100 Lovers agora. É diferente, sim. Mas o que me preocupa quando uma banda fica um pouco diferente é uma coisa só: se eles ainda são os mesmos. E logo na primeira faixa (The Alley) eu reconheci DeVotchKa ali, inteirinho, então tá tudo bem.

Não sei dizer exatamente o que tá diferente nesse. Talvez esteja um pouco mais... animado. Se bem que animado não é bem a palavra. Acho que os outros é que eram mais doloridos.

É, essa é a palavra. Dolorido.

Hoje eu li uma review em que o cara dizia que DeVotchKa parece um pouco com Gogol Bordello. Sabe que ele até que tem razão?


Ouçam, ouçam: Sunshine, Bad Luck Heels

sábado, 23 de julho de 2011

You should be stronger than me



Hoje eu levei um susto quando liguei a televisão e estava passando a notícia da morte da Amy. Aos vinte e sete anos, como tantos outros.

Tem uma coisa que sempre me deixa enjoada quando algum artista como a Amy morre. Por "como a Amy" eu quero dizer "com a vida que ela teve". Essa coisa são os comentários que as pessoas fazem de que ela merecia era morrer mesmo, que já vai tarde, e mais uma série de piadas. Isso me deixa tão triste. Amy não era a minha cantora preferida, não era uma pessoa que eu conhecesse pessoalmente, mas isso não me dá direito nenhum de fazer pouco da vida - e da morte - dela ou de qualquer outra pessoa. Aliás, em nenhuma condição alguém teria direito de fazer isso com alguma pessoa. Porque não é justo, nunca é. Vejo tanta gente se achando superior e bom exemplo ao fazer esses comentários, como se realmente nunca tivessem feito nada de errado na vida e tivessem sido colocados na Terra pra apontar o dedo e dizer "Viu só? É isso que acontece. Bem feito."

Eu sei que artistas sempre acabam sendo, de um jeito ou de outro, um exemplo. E isso é sempre perigoso, porque, bom, estamos falando de humanos. Como bem disse um amigo no facebook, Amy era uma cantora, não uma representante da ONU. Se eu me acho no direito de questionar a vida de uma pessoa que deveria ser um "bom exemplo", então por que também não questionar quem segue esse exemplo? Eu sempre vejo pessoas falando que ela não deveria ter feito isso e aquilo porque as pessoas tomam os artistas como exemplo, mas será que ninguém nunca pára pra pensar que as pessoas também precisam de um mínimo de bom senso pra saber o que fazer ou não?

Eu não acho que foi bem feito, não acho que ela vai tarde, e não acho nem um pouco engraçado. Eu fico pensando nessas pessoas que falam essas coisas e imagino o que elas diriam se fosse, por exemplo, um irmão delas. Bom, se fosse, a lógica infalível de que "ele procurou por isso, então bem feito" certamente iria falhar. Tenho minhas dúvidas se iam dizer as mesmas coisas. "Ah, mas não faz sentido comparar uma pessoa da família com uma artista que você nunca viu mais gorda". Pra mim faz. São pessoas do mesmo jeito, e morrem do mesmo jeito. 

Mas é isso. Vou me limitar a ficar triste pela Amy, ficar mais triste ainda pelos comentários e escrever isso aqui. É tudo que eu posso fazer.
quinta-feira, 30 de junho de 2011

Búfalo

Eu sinceramente não entendo como ou por que as coisas acontecem, mas o fato é que elas acontecem. Hoje à tarde eu ouvi Adele e pensei em como eu deveria escrever sobre ela, e em como eu não deveria apagar o blog porque queria ter um lugar para onde eu pudesse voltar pra escrever assim.

E então eu recebi um e-mail hoje a noite. Nem faz muito tempo, na verdade. O e-mail era de um integrante de uma banda, perguntando se eu poderia divulgá-la aqui no blog. Eu posso, é claro. E vou explicar porquê. Antes, o resuminho:

Búfalo é um dueto de Santa Catarina formado em 2011 pelos membros Renan Pamplona (vocais, efeitos e letras) e Felipe Mattos (vocais, violão, guitarra, letras). Eles lançaram recentemente seu primeiro EP chamado Too Young To Think of Dying, com seis músicas gravadas no melhor estilo lo-fi, com influências de uma nova geração de bandas como Wavves, Toro y Moi, Sleep Party People e The XX.

Eu poderia passar alguns anos explicando o que esse e-mail me causou, mas não ia adiantar. Não seria necessário e ainda assim não existiria explicação. Foi um conjunto de acasos tão, mas tão incríveis que ainda custo a acreditar que aconteceram. A palavra certa, a frase certa, o dia certo, o ponto certo. É impossível.

Deixando o que não dá pra entender de lado, falemos sobre a banda em si: eu gostei, principalmente das letras. Estou aqui pensando que o verso let me be your gravity é de uma delicadeza linda. Sucesso pra vocês, e as portas estão abertas pra quem quiser divulgar alguma banda aqui também. Como eu já disse em algum momento por aqui, o que é bom tem mais é que ser compartilhado mesmo.

Links, links, links:
domingo, 17 de abril de 2011

Muse

Minha história com Muse é a seguinte: baixei o Black Holes and Revelations (2006) milhões de anos atrás, ouvi uma vez e deixei pra lá. Vai entender. Algumas semanas atrás baixei um fanmix que tinha uma música deles e resolvi voltar a ouvir o Black Holes. Resultado? Viciei e desde então ainda não enjoei. É um recorde, Brasil. 

Hoje eu baixei o HAARP (2007), meio sem saber que era um show. Pensei "putz, não queria um show, ao vivo vai ser chato."

Ledo engano.

Então agora estou meio que surtando porque é tudo tão orgasmaticamente lindo e dramático e vou ficar ouvindo esse até o fim dos tempos também, me segura.

Adquira (!) : aqui
sábado, 5 de março de 2011

Só pra constar que

Quem acompanhou o nascimento do WNLC sabe que ele começou na época em que um blog chamado lado e. existia e que ele foi o grande responsável por eu ter tido a vontade de criar esse blog. Muito bem. Passou o tempo, o lado e. foi apagado, e então renasceu no walk on fire. Passou um tempo, o walk on fire foi apagado, renasceu no doo woop. Salvo engano, foi nessa ordem.

Tô aqui só pra dizer que agora ele renasceu no olivia. in the lab., que eu super recomendo, como recomendei todos os antecessores. <3

(e o convite continua de pé)
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma pequena verdade sobre Pink Floyd

Ouvir Pink Floyd sempre me deixa meio fora do mundo. Até o simples ato de, sei lá, olhar pro telhado se torna uma coisa bonita. Acho que é por isso que eu não ouço com muita frequência; porque precisa de todo um momento, toda uma dedicação de me entregar àquilo e deixar me levar pra onde quer que seja.

(em especial Shine on you crazy diamond. em especial exatamente essa primeira parte. never stop listening.)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Scissor Sisters

Scissor Sisters foi mais uma das bandas que eu descobri trocando de canal na televisão. Durante anos a única música que eu conhecia - e gostava - deles era Take Your Mama. Um milhão de anos depois descobri que já tinha ouvido I Don't Feel Like Dancing em algum lugar e que gostava também, mas só há uns meses foi que tomei vergonha na cara e baixei os álbuns.

Gente. Pura magia.

O som deles é basicamente um glam eletrônico. Na verdade, os primeiros álbuns estão mais pra glam pop e o terceiro, Nightwork (2010), é o que puxa mais pro eletrônico - e, por sinal, foi o que eu mais gostei. 

Não, não é glam a la Queen, porque é super puxado pro pop mesmo. Mas o que interessa é que bom e super divertido. Vejam vocês que os integrantes da banda - entre eles um stripper - se conheceram/encontraram em um cabaret. 

Ah, e não se prendam só às músicas, o clipes são amor também :D

Onde baixar: aqui
sábado, 20 de novembro de 2010

Heavier than Heaven

Heavier than Heaven é o título de uma biografia (lançada em 2002, dez anos depois do sucesso estrondoso de Smells like teen spirit) de Kurt Cobain que, como todos devem saber sabem, era o vocalista do Nirvana.

Eu descobri que tinha essa biografia na biblioteca do IFCE e peguei na semana retrasada. É fim de semestre, não tenho tido tempo pra muita coisa, então ainda estou  beeem no comecinho, talvez nem dê tempo de terminar de ler, mas o fato é que...

Nirvana, cara.

Ler sobre infância do Kurt, sobre os pais dele, os detalhes da vida dele... Quando eu parei, ele já estava com uns dezesseis anos. Ler tudo isso sabendo como termina. Ler sabendo que não é uma ficção. Saber que aconteceu. Isso tudo me deixou meio pra baixo, e também me deu uma puta nostalgia. Nirvana é uma das coisas que eu associo imediatamente à amizade.

Desnecessário dizer o que foi o Nirvana. Nada que eu diga aqui sobre eles não existe na Wiki ou em alguma googlada da vida, então vou me restringir ao sentimento mesmo.

Eu comecei a gostar de Nirvana com uns doze ou treze anos, mais ou menos. Em 2005. Na época, metade do pessoal entre doze e catorze anos no colégio estava todo louquinho por Linkin Park. Eu também gostava que só. Como eu já devo ter dito aqui alguma vez, cresci ouvindo Beatles, e só depois fui conhecer e me interessar por uns sons mais "pesados" que o rock clássico dos anos sessenta, início dos setenta. E foi exatamente nesse ano que isso aconteceu. Foi ouvindo Nirvana (e Linkin Park, hahaha) que um dos melhores e piores anos da minha vida se passou, e isso me marcou pra caramba.

Então, mesmo sabendo como a história termina, valeu Kurt (L)
terça-feira, 16 de novembro de 2010

WNLC versão 3.0

Muitas desculpas esfarrapadas depois, cá estou eu mais uma vez.

Sou um pequeno desastre quando o assunto é manter blogs atualizados, porque, além de escrever em vários e de essa lista estar prestes a aumentar mais uma vez, também tenho coisas a fazer na vida real e, admito, uma boa parcela de irresponsabilidade. 

Mas o fato é que todo blog que eu inventei de criar foi criado por algum motivo especial, e não foi diferente com o WNLC. Foi aqui que eu descobri como é bom não apenas ouvir, mas também falar sobre música, porque, afinal de contas, ela tem um lugar enorme na minha vida.

É por essas e outras que, mesmo desaparecendo por meses (!) às vezes, eu sempre volto e nunca tenho coragem de realmente fechar isso aqui. Eu não quereria que o WNLC morresse nem se eu passasse seis meses fora. Acho até que o .status quo. já esteve em estado pior um tempo desses, mas até ele se reergueu das cinzas (q) e eu tenho postado pelo menos uma vez por mês.

Então, como vocês obviamente perceberam, eu andei mudando algumas coisas por aqui, como sempre acaba acontecendo com todo blog/site de tempos em tempos.

A mudança não é apenas no layout, claro. Eu já falei sobre isso no 6v e agora digo aqui que estou pedindo a colaboração de vocês, que leem o blog, para manter o WNLC. Eu vou continuar escrevendo, se possível com muito mais frequência do que ultimamente, mas agora eu queria pedir que vocês não apenas indiquem bandas/cantores, mas que escrevam sobre eles. Escrevam uma resenha e enviem para mim, e ela será publicada aqui com os devidos créditos :) Assim, além de aumentar a variedade de gêneros musicais, o blog será literalmente feito por vocês. Topam?

sábado, 17 de julho de 2010

John Barrowman


Jooooooooohn Barrowman é um ator escocês mais conhecido pelo papel de Captain Jack Harckness na série de ficção-científica Torchwood (que é um spin-off de Doctor Who, onde ele também aparece sometimes). Do alto de seus quarenta e três aninhos - mas ainda gostoso, convenhamos. sou fangirl, falo mesmo. - John também atua em musicais, é cantor e dançarino. Nada mal, hein? Eu poderia ficar aqui falando das qualidades físicas dele ainda por algum tempo, mas né, vamos nos concentrar na música (não podem me impedir de encher o post de fotos, no entanto)


(yes, sir)

Well, sejamos sinceros. Mesmo que o cara cantasse mal eu não me incomodaria de ficar olhando no mute, MAS ele canta bem. Também pudera, né? Musicais e tal. Ele tem uma voz grave que cai bem tanto nas músicas mais calminhas quanto nas mais "interpretadas". Vale a pena dar uma olhada nos vídeos dos musicais que eu vou deixar no fim do post. O álbum Another Side (2007) é uma compilação de covers.


(êêê, lá em casa)

e., muito obrigada pela rapidez com o álbum! haha. Só vai dar John no meu last.fm esses dias.

Onde encontrar: Another Side (2007)

(ah, não se iludam. ele é gay , HA)
terça-feira, 13 de julho de 2010

Rock got no reason

(porque essa foto sempre merece ser repostada)

Fiquei pensando no que escrever hoje. Porque, claro, eu tenho que escrever hoje, seria um desrespeito não escrever, rs. Não faz sentido fazer mais um resumão da história do rock, porque já existe um aqui e o ano que se passou entre aquele 13 de julho e esse não mudou nada nessa história. Os Beatles nunca deixarão de existir porque um ano se passou, não é mesmo?

Eu tava aqui olhando o meu last.fm pra ver o que eu tenho ouvido ultimamente. Os meninos de Liverpool continuam em primeiro lugar, amém. E eu passei um tempo ouvindo The Smiths loucamente (Renato Russo, tô te sacando, hein). Uh, olha só. Placebo. Calexico. Queen! (L) The Black Keys.

The Black Keys merece um momento para nota: ô coisa linda. Eu adoro blues, apesar de não ser uma grande conhecedora dos grandes nomes do gênero, e essa banda tem uma pegada blues genial. Lembro que, quando tava ouvindo uma música deles, não lembro exatamente qual, ela me lembrou Jeff Buckley. Vai entender. Eu fico fazendo umas conexões muito loucas quando estou ouvindo música, no automático.

Hoje eu tenho a difícil missão de tentar explicar o que ouvir música me faz sentir. Não apenas rock, não sejamos egoístas. Existem muitas outras coisas que nasceram dele. 

Tem gente que associa um gosto (!) a cada música que ouve, ou uma pessoa, ou uma situação real, ou um cheiro. Eu tenho uma cena pra cada música. O que é até meio curioso, já que eu tenho dificuldades de misturar música com literatura no caminho inverso. Explicando: eu não consigo escrever pensando em uma música que se adeque ao que estou escrevendo, mas consigo ouvir música e imaginar o que escrever por causa dela. Sou um bichinho bizarro.

Mas sou um bichinho bizarro que fica feliz por poder ver o rock fazer mais um ano 
sexta-feira, 2 de julho de 2010

She & Him

Como eu tinha dito no post do Mark Ward, She & Him é uma duplinha muito amor formada pela Summer Zooey Deschanel e M. Ward (que não é Mark, é Matt). No fim do semestre, com tantas provas e trabalhos apocalípticos, ouvir She & Him era o que me fazia feliz no ônibus. Coloquei um monte de coisas nas tags desse post, mas é porque eles têm um bocado de cada uma.

O primeiro álbum, Volume One, é de 2008 e tem uma puxadinha pop e folk. O Volume Two tem uma puxadona country. Na verdade, basicamente todas as músicas de She & Him têm uma coisa que eu gosto muito: um negócio meio sixties. Letras simples, melodia tranquila, e às vezes uma batidinha de rockabilly. Posso imaginar a Zooey cantando com um vestidinho dos anos cinqüenta ou sessenta sem esforço. A propósito, no Volume One tem um cover de I Should Have Known Better, dos Beatles. A voz dela é muito doce, às vezes parece que vai pra dentro e não pra fora, mas faz parte do charme, rs.

Eu fico meio desconfiada com atores que cantam, e vice-versa, mas aqui é tudo lindo (L) Se por acaso você não lembra ou não viu, a Zooey também fez a Trillian em O Guia do Mochileiro das Galáxias (2005).

Onde encontrar: Volume One, Volume Two
terça-feira, 22 de junho de 2010

Mark Ward

Eu estava pesquisando umas coisas sobre She & Him - que provavelmente vai ser o tema do próximo post - e topei com o Mark Ward. Explicando: a dupla She & Him é formada por Zooey Deschanel e M. Ward. O que eu pensei? Que esse M. Ward fosse o mesmo Mark Ward que eu descobri há muito (!) tempo no Vício Auditivo. Mas não era, esse M. aí é de Matt.

Então, num momento nostalgia, fui catar Mark Ward no WMP e pesquisar alguma coisa sobre ele e, vou te contar, que carinha difícil de achar! A única informação concreta que achei sobre ele foi na last.fm:

"Mark Ward is an acoustic singer/songwriter from Washington State who has had the chance to share the stage with many established acts such as Gavin Degraw, Gary Jules, Josh Kelley, Joshua Radin, Schuyler Fisk, guitarist Eric Johnson and Jim Bianco. Mark blends moving lyrics about life and love into artfully arranged songs that draw comparisons to artists such as Damien Rice for their intensity and sincerity. Mark’s songwriting has a subtle emotional pull reminiscent of Elliot Smith, combined with a sweet spirit all his own. Whether playing solo or backed by a band, Mark’s songs move easily from haunting and melodic to powerfully guitar-driven, emphasizing his love of well-written music and his own folky lyrical style. Mark Ward’s creative mix includes strings and guitar loops, and displays an ever-evolving sound that he performs with energy and charm to a growing fan base across Washington State and the country."

Aqui foi onde eu encontrei o EP Little Lights (2008), há bilhões de anos. É a única coisa que eu tenho dele, quem tiver mais, não se acanhe em compartilhar :D É um folk muito bom de ouvir, só voz e violão, pelo menos nesse EP.

 

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