domingo, 21 de março de 2010

Ane Brun

Há muito tempo eu comentei aqui que ia falar sobre Ane Brun e, bom, estava fuçando no WMP pra escolher algo para ouvir e escrever sobre, e logo no comecinho da lista de artistas vi a moça.

Ane Brun é uma cantora norueguesa de folk. Ela aprendeu a tocar violão aos vinte e um anos. Vinte e um. Reflita. É nessas horas que eu ainda tenho esperanças comigo, mas deixa pra lá...

Acho que não conheço mais nenhum norueguês para poder dizer algo sobre eles. Só Ane mesmo. E as músicas são lindas, lindas, lindas. Sabe aqueles álbuns em que você dá cinco estrelinhas pra todas as músicas? Pois é. 

É um som meio sofrido, meio puxado pro country algumas vezes (eu achei, mas eu sou louca e faço comparações estranhas, então nem conta), do tipo que dá pra passar vida toda ouvindo e ainda querer ouvir mais (exagerei?, rs).

Onde encontrar: aqui.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Hey Rosetta!


Descobri Hey Rosetta! no doo woop também, há algum tempo. É mais uma banda de indie rock, mas dessa vez canadense. O diferencial é que eles não usam apenas os quatro instrumentos básicos do rock, mas também usam piano, violino e cello. Foram influenciados por The Beatles, Jeff Buckley, e também as mais recentes Arcade Fire e Hope of the States.

Já dá pra imaginar, né. Muito bom. No primeiro álbum de estúdio, Plan Your Escape (2006), eu até percebi uma semelhançazinha de nada entre a voz do Tim Baker e a do Dave Grohl (do Foo Fighters), principalmente em Lions for Scottie. Mas pode ser só loucura minha, ha. O segundo álbum, Into Your Lungs (and around in your heart and on through your blood) (2008), tem coisas lindas - e tristes - como Open Arms e Tired Eyes.

Também estou ouvindo direto nesse dias. É bem tranqüilo também, mas não tanto quanto The Antlers. Eles ganharam vários prêmios no Canadá e algumas músicas tocaram em seriados. 

O que mais eu posso dizer? Ouçam, haha. 

Onde encontrar: adivinha.
domingo, 21 de fevereiro de 2010

The Antlers


Um dia, eu estava passeando por um site sobre música cujo nome já esqueci e vendo uma lista de melhores álbuns de 2009, ou algo que o valha. Daí vi a capa do Hospice, do The Antlers, e achei bonita. Li alguma coisa sobre eles, um parágrafo só, e anotei o nome pra ouvir depois. Daí não achei e indiquei pra e., e eis que The Antlers surge no doo woop. :)

Ouvi o álbum Hospice (2009) ontem e estou ouvindo agora de novo. Apaixonei. É um som, antes de tudo, muito delicadinho, sabe? Doce e nostálgico.

Mas, enfim, The Antlers é uma banda americana de indie rock, formada por Peter Silberman, Michael Lerner e Darby Cicci. Bom, talvez um tanto calminho demais pra classificar como rock, mas deixa pra lá as classificações, rs.

Dá pra ouvir por horas e horas direto e não enjoar/cansar. Como disse a e., é bem introspectivo mesmo. Ideal pra colocar no mp4 e ir pensar na vida, ou simplesmente não pensar em nada. 

Ouça: Wake

Onde encontrar: no doo woop, oras.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Placebo

Para começar o ano, vamos pelas indicações.

Placebo foi indicado pela Julia e pela Sam. Eu já tinha ouvido falar da banda antes porque, claro, eles não são desconhecidos, mas eu nunca tinha me interessado mais pra ouvir e tal. Lembro até de ter visto uma vez um clipe na televisão, mas nem lembro que música era, shame on me. Aí, no último dia do ano passado, chega a Puri e me manda The Never-Ending Why, uma música do álbum mais recente deles (Battle for the Sun, 2009), pelo MSN. Eu ouvi e viciei.

Daí eu baixei uns álbuns e fiquei ouvindo e ouvindo direto. Quem me conhece já há algum tempo sabe que quando eu fico ouvindo uma banda só por dias e dias é porque o negócio é bom mesmo. Pra mim, né.

Não sei se vocês concordam, mas Placebo tem um arzinho pop. É rock alternativo, glam, post punk revival ou seja lá mais que tag o last.fm queira colocar, mas talvez esse arzinho seja por causa da “voz jovem” do vocalista. Mas, não temam, é rock. Ah, eles são conhecidos também pelas letras meio deprimentes.

A banda, aliás, é formada por três integrantes, um de cada país: o guitarrista e vocalista Brian Molko é belga, o baixista Stefan Olsdal é sueco e o baterista (atual) Steve Forrest é americano. E, no entanto, a banda foi formada em Londres. Que coisa, hein.

Eles já abriram shows para David Bowie, que, aliás, participou da música Without You I’m Nothing do álbum de mesmo nome (de 1998).

Como já disse, eu gostei bastante. Até porque é um som fácil de gostar. Experimenta pra ver.

Onde encontrar: aqui (discografia completa, se joguem)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Os melhores de 2009

Depois de fazer uma seleção - mais fácil do que eu pensava que seria - escolhi algumas bandas para fazer uma pequena retrospectiva de 2009. Afinal, o ano tá acabando e eu não posso deixar o WNLC sem o último post de Dezembro, não é?

Meu critério de seleção foi bem simples: escolhi as melhores bandas que conheci neste ano, ou ainda, as que tiveram muita importância de algum modo. Devo a maioria dessas descobertas à e., primeiro com o extinto lado e., que foi oficialmente o blog que me fez perceber que eu gostava não apenas de ouvir música, mas também de falar sobre música e compartilhar isso. E agora com o doo woop, novinho e pronto pra trazer mais coisas boas.

Ok, para ser mais justa e não fazer um “top sei lá o quê”, coloquei em ordem alfabética. Assim, não há uma melhor do que a outra. E também não vou me estender muitos em bandas das quais já falei em posts passados.

Enfim, divirtam-se.


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Arcade Fire

Arcade Fire tem um som experimental que me pegou na primeira vez que ouvi. Afinal, como diz a e., os canadenses não cansam em produzir música de qualidade.

Clique aqui para saber mais.

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DeVotchKa

Aaah, DeVotchKa. Essa banda sim merecia um post só pra ela, mas tudo ao seu tempo.

DeVotchKa foi literalmente a primeira coisa que vi no lado e. Em dois dias eu já tinha baixado tudo que tinha lá da banda (seis álbuns, anyway), e já tinha me tornando fã absoluta. Assim como Beirut, DeVotchKa veio do Sudoeste americano, aqueles estados próximos ao México. Talvez daí venha a influência latina que, por sinal, não é a única. Formado por Nick Urata, Tom Hagerman, Jeanie Schroder e Shawn King, as músicas usam e abusam de violinos e acordeons, fazendo um som mais grandioso e orquestral do que se costuma ver no folk. A voz de Nick Urata pode ser um pouco estranha no começo, mas depois de perceber como ela é única tudo fica bem. As composições são bastante dramáticas, algumas até eufóricas, tornando impossível não se emocionar ao ouvi-las.

DeVocthKa é pra vida.

Onde baixar: aqui.

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Diablo Swing Orchestra

Eis o lado pesado – e dark – da força. Guitarras, ópera, tango, lirismo? Só vai ouvindo.

Clique aqui para saber mais.

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Jeff Buckley

Uma morte prematura e um talento imenso que foi deixado aqui com o álbum Grace (1994). Jeff Buckley é mais um daqueles caras que mereciam estar vivos para continuar fazendo o que sabem fazer de melhor: arte.

Clique aqui para saber mais.

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Mombojó

Ok, não sou muito de procurar avidamente por rock nacional, já que muita coisa decepciona lindamente, mas nesse ano eu tive sorte. A melhor foi Mombojó, de Pernambuco, com esse som à la Los Hermanos Bossa Nova Surf Music.

Clique aqui para saber mais.

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Porcupine Tree

Qualidade. Ouça, veja, respire qualidade.

Misturar e se dar bem na mistura não é pra qualquer um. Com rock progressivo, psicodélico, heavy metal e eletrônica, Porcupine Tree faz parte do grupo das bandas que dão certo. Ah, e adicionando à mistura o vocal que lembra o Thom Estou Sofrendo Yorke (é, eu acho, e não sou a única).

Ah, são ingleses.


Onde baixar: aqui.

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Regina Spektor

Pode ser estranha num primeiro momento, mas a música dela te conquista se você abrir uma brechinha e for ouvindo, ouvindo, ouvindo...

Clique aqui para saber mais.

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Starsailor

Starsailor segue da linha do indie rock mais calmo de Coldplay, Travis e derivados. Piano, melancolia, elegância... Ah, eles são ingleses.

Até hoje sou loucamente apaixonada pelo primeiro álbum, o Love Is Here (2001). Os outros também são ótimos, mas esse primeiro é a coisa mais linda e triste do mundo.

Onde baixar: aqui.

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String Quartet

O String Quartet, na verdade, é formado por vários grupos de músicos patrocinado pela Vitamin Records para fazer tributos em quarteto de cordas clássico para várias bandas. Sim, eles transformam todo tipo de som em música clássica. Lindo, não?

São muitos, muitos, muitos tributos. E o meu favorito até o momento é o Strung Out On Ok Computer (2001).


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Vive La Fête

Sim, um dos melhores do ano. A dupla belga de música eletrônica é, de longe, a melhor que já ouvi até hoje nesse estilo. Tudo bem que não conheço tanto assim de eletrônica, mas mesmo assim já é alguma coisa –q

Clique aqui para saber mais.

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Yann Tiersen
E, finalmente, o Yann. Conheci através da trilha sonora d’O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, que é toda dele (exceto umas duas músicas, mas vá lá...). Ele é um multinstrumentista francês que compõe para acordeon, piano e violino, e cada música é mais delicada que a outra. A trilha de Good Bye, Lenin! também é dele.

Onde baixar:

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain – Soundtrack

Adeus, Lênin! – Soundtrack

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Olha, eu espero que isso tenha sido um guiazinho útil, porque eu paguei todos os meus pecados pra colocar essas imagens no post.

Enfim, até ano que vem. Espero voltar com as indicações que foram feitas - na caixinha ou fora dela - logo em Janeiro.

Feliz 2010.
domingo, 13 de dezembro de 2009

John Lennon

Ontem eu estava lendo uma revista – creio que tenha sido a Época – e lá havia uma matéria sobre Paul McCartney e seu novo álbum. E eu, como beatlemaníaca desde o berço, obviamente li. Na coletiva para a imprensa, uma das perguntas que Paul respondeu foi: “Que música sua você gostaria que John cantasse?” Ele respondeu: “Maybe I’m Amazed.

Daí um jornalista brasileiro – o cara da Época – fez a seguinte pergunta: “Se tivesse de escolher apenas uma música pela qual ser reconhecido no futuro, qual seria e por quê?”

Paul respondeu: “Maybe I’m Amazed. Porque seria cantada pelo John.”

Ok, isso tudo é pra falar, realmente, sobre John Lennon. Sim, o próprio. O dos Beatles, o da voz anasalada, o da Yoko Ono e o dos óculos redondos.

Afinal, pra quem não sabe, ele foi assassinado no dia oito de dezembro de 1980, há exatos vinte e nove anos e cinco dias atrás. O dia em que o sonho definitivamente acabou. Nunca mais haveria a volta dos Beatles, e nunca mais haveria Lennon.

John é, como Jeff Buckley e George Harrison, um artista pelo qual eu sempre me entristeço ao lembrar que morreu. E, pior, de uma maneira tão estúpida e tão cedo. Ele podia estar aí, como Paul e Ringo. Com ou sem Yoko. Protestando contra as guerras mais recentes, o aquecimento global e cantando Maybe I’m Amazed para o Paul.

O mais fascinante de tudo talvez seja a atemporalidade. Quero dizer, estamos aqui, vinte e nove anos depois. Eu nem sequer tinha nascido quando Lennon morreu, mas sinto falta dele. Sinto falta dos Beatles e das músicas de Lennon/McCartney e, numa escala mais geral, das décadas de 60 até 80. Eu nunca estive lá, e você talvez também não. E, no entanto, é como se estivesse.

Esse é o maior legado dos Beatles e, por extensão, de cada um deles. De John Lennon.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Diablo Swing Orchestra

Vamos fazer um trato? Eu não encho o saco de ninguém explicando por que passei mais de um mês sem postar, e vocês usam a caixinha de indicações para... indicar! Genial, não é? Tá, esquece.

Não sou nenhuma conhecedora de metal, mas meu namorado é, e isso me rende muitas horas de informação sobre bandas que eu nunca conheceria se ele não me apresentasse. Tudo bem, dia desses, mais especificamente ontem, lá estávamos nós no msn quando ele me passa uma música de uma banda chamada Diablo Swing Orchestra.

Eu ouvi, claro. Fiquei assim: *_____________*

O álbum que eu ouvi foi o The Butcher's Ballroom. Em uma palavra: genial. Em outras quarenta e cinco palavras: os arranjos são perfeitos. A mistura de metal, o ar de cabarets europeus de séculos passados, os vocais, tudo. É um som forte e obscuro, antiquado (ok, não é bem a palavra certa, mas vá, são 00:49h) e moderno, tudo-ao-mesmo-tempo-agora.

Vai entrar pra minha listinha de melhores descobertas do ano. Aliás, entrou no primeiros dois minutos da primeira música que ouvi.

Genial.


Não morra antes de ouvir: Poetic Pitbull Revolutions


Onde encontrar: The Butcher's Ballroom e Sing-along Songs for the Damned & Delirious
 

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